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O Brasil está pronto para a reabertura?

Por que ainda é necessário usar máscara e evitar aglomerações? Saiba que cuidados ainda são necessários.

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Foto: Getty Images/BBC

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou que o Réveillon 2021/2022 será o maior da história do Rio. O plano de reabertura da cidade em três etapas é bastante animador, mas preocupante devido ao aumento do número de casos decorrente da variante delta. No estado do Rio, 36 cidades suspenderam as aulas presenciais para controlar a contaminação

Muitos países já implementaram seus planos de reabertura, suspendendo as restrições de horário, limite de pessoas nos espaços e até mesmo o uso de máscaras. Mas em todos os casos, essas medidas vêm acompanhadas da alta adesão às vacinas e da eficiência com que a população está sendo imunizada.

O fim da pandemia ainda vai demorar um pouco. Segundo Carla Domingues, epidemiologista que coordenou o Programa Nacional de Imunização entre 2011 e 2019, “Só podemos falar de acabar com a pandemia quando não tiver mais casos no mundo, ou se forem números irrisórios”.

Preciso continuar usando máscara?

As vacinas contra a COVID-19 disponíveis até agora são muito eficazes para impedir casos graves da doença, ou seja, impedem que uma pessoa contaminada desenvolva sintomas graves e precise ser hospitalizada. Mas nenhuma delas impede que o vírus seja transmitido. 

Em algumas cidades, pequenas reuniões e eventos já são permitidos, assim como o funcionamento de estabelecimentos comerciais, de lazer e academias. Escolas da rede pública também estão retornando às atividades presenciais com restrições. Mas especialistas alertam sobre os riscos dessa flexibilização e continuam afirmando que o uso de máscaras, álcool em gel e o distanciamento social ainda são o único modo de se proteger até que o país esteja imunizado.

O Brasil adotou o intervalo máximo entre as duas doses para os imunizantes da Pfizer e da AstraZeneca. Como a primeira dose garante uma proteção considerada alta em ambos os casos, o intervalo de três meses para completar o esquema vacinal permite que um número maior de pessoas sejam imunizadas sem comprometer a eficácia da vacinação completa. Vale ressaltar que o corpo precisa de aproximadamente 2 semanas após a segunda dose para reagir à vacina e desenvolver resposta imunológica ideal.

Devo me preocupar com a variante Delta?

A variante Delta está associada ao aumento do número de casos em todo o mundo porque é mais transmissível do que as cepas anteriores, embora ainda não haja indícios de que seja mais grave ou mais letal. Países como Estados Unidos e Austrália recuaram seus planos de reabertura por causa do avanço da variante.

Especialistas acreditam que a alta adesão à vacinação tem ajudado a controlar a nova variante. As pesquisas para o desenvolvimento dos imunizantes começaram antes de a Delta surgir e se espalhar pelo mundo, de forma que a proteção contra essa cepa do vírus é menor, mas ainda assim é considerada alta. Em média, os imunizantes mais usados no mundo tem uma eficácia superior a 60% contra esta variante.

Por que não preciso escolher a vacina?

A imunização é uma medida coletiva, ou seja, para ser eficaz e gerar a chamada “imunidade de rebanho”,é necessário que pelo menos 70% da população esteja com o esquema vacinal completo. Quanto mais pessoas recusarem a vacinação alegando que uma ou outra vacina “protege mais”, maior será o atraso na imunização de toda a população, maior a circulação do vírus e a probabilidade de surgirem novas variantes.

Também não há por que ter dúvidas sobre a segurança dos imunizantes. A fase I de testes demonstra se a vacina é segura para humanos e possíveis efeitos adversos continuam sendo monitorados ao longo do tempo. A Organização Mundial da Saúde fez uma série de artigos para explicar sobre o desenvolvimento e distribuição das vacinas, incluindo um texto sobre a segurança das vacinas.

As únicas exceções são gestantes, pessoas imunossuprimidas e que tenham problemas circulatórios, para quem existe contraindicação para a tomar as vacinas produzidas com vetor viral (AstraZeneca e Janssen). Pessoas que não fazem parte desses grupos devem tomar a vacina que estiver disponível.

Vale lembrar que os efeitos colaterais não comprovam a eficácia dos imunizantes. Sintomas como dor no local da aplicação, febre e indisposição podem aparecer em algumas pessoas, mas não é isso que indica que a vacina protege, assim como o não aparecimento dos sintomas não indicam que ela não funciona.

Quando posso me vacinar?

Para saber se você já está elegível para receber a primeira dose, procure o cronograma de vacinação em canais de comunicação oficiais, como as redes sociais, da Prefeitura e da Secretaria de Saúde da sua cidade. E não se esqueça que a imunização só está completa depois da segunda dose, fique atento para não perder a data!

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